Há espaço ainda para o cyberpunk? – por Lidia Zuin

Há dois anos, eu apresentei na minha antiga faculdade, Cásper Líbero, a monografia de iniciação científica Wired Protocol 7: Um estudo sobre Serial Experiments Lain e a alucinação consensual do ciberespaço. Ela, que na verdade foi concluída em 2009, abriu-me caminhos para um gênero que, já na época, encontrava-se um tanto estagnado no mercado editorial brasileiro e internacional. Dizem que o cyberpunk está morto, porque já o vivemos agora – daí a transformação do cyber em nowpunk. E, nesse sentido, é possível observar que vários escritores que fizeram parte da criação do cyberpunk estão migrando para gêneros como a dark fantasy ou a fantasia urbana.

John Shirley e Rudy Rucker, por exemplo, fazem parte da primeira geração do cyberpunk, junto de Bruce Sterling, William Gibson, Neal Stephenson e Pat Cadigan. Ambos, em suas mais recentes obras, produziram histórias mais voltadas à fantasia que à ficção científica. Shirley, que em 2009 publicou Bleak History, tem seu livro descrito como “uma quase fusão do cyberpunk com a fantasia urbana”, enquanto Jim and the Flims (2011), de Rucker, pula de cabeça na fantasia. Em entrevista para o io9, o escritor explica que “certos tipos de ciência se tornaram um pouco monótonos e desestimulantes”: “Relatividade, mecânica quântica, biotecnologia, realidade virtual – elas estão um tanto velhas. Eu gosto da ideia de uma nova ciência que é tão exagerada e estranha que parece magia. Como você a encontra? Comece com magia, então siga o caminho contrário direto para um tipo de ciência louca do futuro que seja capaz de justificar”. Como a reportagem indica, Rucker já havia publicado em seu blog que estava “cansado de lidar com explicações para coisas estranhas em seus livros”.

Mas quem disse que fazer ficção científica é fácil? Em 2010, quando organizei o evento Science’n’Fiction na Cásper, tivemos a participação de dois físicos: João Zuffo e João Kogler, ambos profissionais do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. O primeiro apresentou uma série de gráficos, vídeos de robôs e outras inovações tecnológicas recentes que induziu à ideia de que a ficção científica e a ciência caminham lado a lado – inclusive, Zuffo é autor do romance de ficção científica Flagrantes da Vida no Futuro (Editora Saraiva, 2007).

Já Kogler deu seu depoimento pessoal, lembrando-se de quando era criança e como havia um encantamento por filmes e seriados, como Star Trek, os quais o teriam influenciado a se tornar o cientista que é atualmente. Tal relação binômia se dá de maneira dual, uma vez que tanto a ciência pode influenciar a ficção científica quanto o contrário. Neste caso, é só pensar nos primórdios da FC para lembramos de grandes nomes da ­hard sci-fi como Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, inventor e professor de bioquímica respectivamente. O autor de 2001: A Space Odyssey (1968) ao publicar o artigo “Extra-Terrestrial Relays — Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?” (1945) na Wireless World, revista britânica de entusiastas do rádio e da eletrônica, influenciou na criação dos satélites geoestacionários, os quais orbitam na então chamada “Órbita Clarke”. Na verdade, Clarke só popularizou um conceito já discutido em 1928 por Herman Potočnik, cientista de foguetes austro-húngaro. Isto é, a ficção científica é capaz de comunicar e interpretar ideias reservadas ao âmbito das ciências, proporcionando não apenas uma leitura leiga como uma inspiração científica.

O amolecimento da FC

Mas já que a hard sci-fi era tão apegada assim ao positivismo e ao método cartesiano, à grande preocupação em explicar tudo minuciosamente de acordo com a lógica das ciências exatas, foi nos anos 1980 que surgiram os “punks” da FC, os quais sugeriram uma versão soft da ficção científica. Acompanhando as inovações tecnológicas na área da cibernética, o sexteto de escritores iniciou o cyberpunk com ideias menos “duras”, mais preocupadas com as experiências proporcionadas por um mundo em que a tecnologia é muita e a qualidade de vida é pouca (high tech, low life, lema do cyberpunk).

Depois das distopias de George Orwell e Aldous Huxley, da Segunda Guerra Mundial, da Guerra Fria, mais a Guerra no Vietnã e tantas outras, foi natural o crescimento de uma falta de perspectiva por parte da juventude (no future, como cantava o Sex Pistols em God Save the Queen). O niilismo prosperava por toda a América, especialmente na Latina, que apelidou os anos 80 como a “década perdida” devido à estagnação econômica. Ainda assim, foi uma época de grande pesquisa na área da cibernética e de início da cibercultura, já que em 1988 houve a abertura da rede mundial de computadores, antes apenas acessível às universidades e aos militares, para interesses comerciais – mais tarde, nos anos 1990, ganhando sua versão World Wide Web (WWW). Aliás, em termos de cibercultura, estuda-se a internet até hoje conforme o termo “ciberespaço”, cunhado justamente por Gibson em suas ficções. Ou seja, o cyberpunk já nasceu dentro de um contexto tecnológico, como explica Bruce Sterling, no prefácio da antologia Mirrorshades:

Os cyberpunks talvez sejam a primeira geração a crescer não somente dentro da tradição literária da ficção científica, mas em um mundo verdadeiramente de ficção científica. Para eles, as técnicas da “FC hard” clássica – extrapolação, alfabetização tecnológica – não são ferramentas literárias, mas um auxílio para a vida cotidiana (apud FERNANDES, 2006, p.51).

Então, por que escutamos que o cyberpunk está morto, uma vez que já vivemos num mundo cyberpunk? Talvez porque alguns imaginem que o gênero tenha ficado estagnado no pensamento e estética dos anos 1980, não se atualizando para entender o mundo na época atual. Mas, seguindo essa lógica, teoricamente, a vertente já nasceu velha, uma vez que, como Gibson brinca no prefácio de Neuromancer, ele foi capaz de “prever” o ciberespaço e influenciar todo um comportamento hacker, mas não conseguiu “imaginar” o telefone celular. Isso porque em 1973, Martin Cooper, pesquisador e executivo da Motorola, já havia montado o primeiro telefone móvel analógico, além de a primeira geração (1G) de celulares ter sido lançada em 1979, no Japão. No entanto, a verdadeira utilização da telefonia móvel só aconteceu nos anos 1990, com a chegada da segunda geração (2G).

Mas essas constatações não devem ser utilizadas como uma arma contra Gibson, já que a ficção científica não tem como propósito prever o futuro, mas criar situações fictícias mais ou menos prováveis de acordo com uma lógica científica mais ou menos estrita. Reforçando, o cyberpunk ou a soft sci-fi não tinha (ou não tem) tanto comprometimento com as ciências duras ou exatas como a hard sci-fi. O cyberpunk trouxe muito mais um comportamento e um pontapé inicial para quebrar a porcelana intocável das obras da geração dos anos 30. No fanzine Cheap Truth, lançado em 1982 por Bruce Sterling, Lewis Shiner escreveu, sob o pseudônimo de Sue Denim, sobre a hard sci-fi como uma ficção científica moralista, “do tipo que a mamãe e o papai gostam e permitem” (apud FERNANDES, 2006, p.52), acrescentando que:

Talvez as pessoas que votam nos [prêmios] Nebula ainda tenham medo de suas mamães e papais; talvez eles próprios ainda não sejam mamães e papais. Isto explicaria por que eles não votam em livros com ideias de verdade, sexo de verdade e linguagem de verdade (apud FERNANDES, 2006, p.52).

E, realmente, uma das cenas de sexo mais interessantes que já li foi justamente num livro de cyberpunk, especificamente o Count Zero, de William Gibson, traduzido por Carlos Angelo e publicado no Brasil pela editora Aleph:

E, aos poucos, sem palavras, ela lhe ensinou um novo tipo de desejo. Estava acostumado a ser servido, a ser atendido anonimamente por profissionais experientes. Agora, na caverna branca, ele se ajoelhava nos ladrilhos. Baixava a cabeça, lambendo-a, o sal do Pacífico misturado à umidade da mulher, o frescor das coxas envolvendo seu rosto. Com as mãos apoiando os quadris dela, ele a segurava, erguia-a como um cálice, seus lábios pressionando com firmeza, enquanto a língua buscava o local exato, o ponto, a frequência que a faria chegar lá. Em seguida, com um grande sorriso, ele subiria nela, a penetraria, e acharia seu próprio caminho até lá (GIBSON, 2008, p.18)

Isso tudo para depois descobrir que a mulher com quem o personagem se relacionava foi contratada para espioná-lo. Com o perdão do spoiler, mas é necessário destacar como o cyberpunk não só quebra com o moralismo e com o mundinho perfeito da antiga FC trazendo tais reviravoltas, como também tem um estilo totalmente cru. Sem muitas firulas na linguagem, o cyberpunk constrói um mundo noir e que acha sua própria elegância na sarjeta: prostitutas, junkies, ciborgues periféricos, paraísos tropicais permeados por tecnologia e comércio ilegal, femme fatale, “samurais de asfalto”, armadilhas e perseguições, estereótipos azedados pelo niilismo etc.

Além dos livros

O cyberpunk não criou apenas uma literatura, mas uma postura, uma subcultura. Em AMARAL (2006), descobrimos a ligação da subcultura gótica com a cyberpunk, hacker, clubber e outras. Percebemos, com a leitura do livro da professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, que é como André Lemos, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), aponta em Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea (2002):

A cultura cyberpunk não é somente uma corrente da Ficção Científica, mas um fato sociológico irrefutável, uma mistura de esoterismo, programação de computador, pirataria e Ficção Científica, influenciada pela contracultura americana e pelos humores dos anos 80. Cultura hiper-tecnológica, ela está presente em vários países, com formas diferentes de expressão. A atitude cyberpunk é, acima de tudo, um comportamento irreverente e criativo frente às novas tecnologias digitais (apud AMARAL, 2006, p.39).

E também como Timothy Leary, neurocientista e futurista, diz em The cyberpunk: the individual as reality pilot (1988):

Cyberpunks são os inventores, escritores inovadores, artistas tecnofronteiriços, diretores de filmes de risco, compositores de mutação icônica, artistas expressionistas, livre-cientistas tecno-criativos, visionários dos computadores, empreendedores inovadores do show-bizz, hackers elegantes, videomagos dos efeitos especiais, pilotos de testes neurológicos, exploradores de mídia (apud AMARAL, 2006, p.38).

Isto é, o cyberpunk inundou muitas áreas da cultura, artes, além da ciência. Um exemplo está na “ciborguização do rock”, termo que Adriana Amaral usa em seu livro Visões Perigosas: uma arque-genealogia do cyberpunk, para explicar a música industrial, que é uma categoria da música eletrônica surgida no Reino Unido no fim dos anos 1970. Mais recentemente, com o desenvolvimento desse gênero e aproximação da sonoridade com ritmos como o techno, trance e metal, muitas bandas começaram a demonstrar uma real aproximação com o cyberpunk. Seja com títulos de álbuns (como Neuromance, do Dope Stars Inc) ou com nome de músicas (como CYB3R D35TRUCT1ON, do T3RR0R 3RR0R), há ainda bandas que inserem samples de filmes de ficção científica, várias vezes pertencentes ao gênero cyberpunk – como vocês podem ouvir neste podcast. Em COLLINS (2002), há a seguinte tabela de amostras de som que a pesquisadora reconheceu de acordo com uma amostragem de canções de grupos de música industrial:

Nessa mesma obra, aliás, a autora insere uma citação de Bruce Sterling, que diz:

Conforme a conexão [entre a música industrial] com o cyberpunk continua, é realmente muito óbvio saber como isso tudo começou. A música industrial está tratando da tese do “homem assimilado na máquina” desde seu início. A SRL, Industrial Records, Portion Control e tantos outros sabem quantos outros músicos e artistas performáticos incorporaram [o cyberpunk] às suas criações (apud COLLINS, 2002, p.95).

Ano passado, por exemplo, o Partido Pirata alemão passou a utilizar como “hino” de sua causa a música Lies Irae, da banda italiana Dope Stars Inc. Ela, que segue uma premissa bastante fundamentada no cyberpunk, disponibilizou o último álbum, Ultrawired, gratuitamente na internet. A canção, que brinca com o título de uma das partes do Réquiem (Dies Irae), diz:

“We are living just to surf, cut, copy, paste
We are connected through our cyberspace
and every chatroom is the mother base
We know you’re quick to hide and cover up the facts
But We discover all of your hidden tracks
We’re changing all the rules of the game!

Ooooh,
we’re gonna hack their base
we’re the truth to face
peer-to-peer cyberspace
(…)
we are a generation of terabytes
we have no leaders, just our crazy hives
We’re gonna win this fight in any way
you want to be a part of the new era
And we no longer listen to your lies
We don’t believe in anything you say!” (Song Meanings)

E essa canção foi lançada bem próxima à época em que o Wikileaks estourou. Ou seja, faz sentido dizer que já vivemos o cyberpunk, mas Sterling, Gibson, Shirley, Rucker, Stephenson e Cadigan também, em 1980. Não é desculpa. Hackers já existiam naquele tempo (o nome cyberpunk veio de um conto de Bruce Bethke, que teve seu computador invadido) e continuam firmes até hoje, seja adquirindo informações confidenciais de governos, seja agindo por uma causa, como os Anonymous, ou agindo como crackers, ripando jogos e softwares para serem disponibilizados gratuitamente na rede, compartilhando arquivos e “quebrando as pernas” da indústria fonográfica. É igual e é diferente. Mas quantos estão aproveitando essa onda para criar?

A resistência

A trilogia Millenium (2008-2009), escrita pelo sueco Stieg Larsson, apesar de não ser uma obra cyberpunk, trouxe como protagonista uma hacker que ajuda na investigação de um jornalista. Os filmes Terminator Salvation (2009), Surrogates (2009), Repo Men (2010) e Sleep Dealer (2008) trabalharam com diferentes noções de realidade virtual. O anime Ergo Proxy (2006) aborda um futuro pós-apocalíptico com robôs e inteligências artificiais, enquanto o game Deus ex: Human Revolution (2011) foi um prequel da série que discutiu os limites da humanidade quando detentora de uma alta tecnologia. Já os seriados Dollhouse (2009-2010) e Caprica (2011) levaram à TV diferentes versões do cyberpunk, sendo que o último abordou muito profunda e interessantemente a questão da realidade virtual e do pós-humanismo, da possibilidade de transferirmos nossa consciência para uma máquina. Nos quadrinhos, Transmetropolitan (1997-2002) é o que se destaca, principalmente ganhando o título de pós-cyberpunk – que é um rótulo com o qual eu não concordo, mas que não vem ao caso agora.

Enfim, se me perguntassem o que eu acho das considerações de Rucker ao io9, eu diria que ele está sendo preguiçoso (risos). É claro que para escrever uma boa ficção científica cyberpunk é preciso certo conhecimento científico e/ou pesquisa, mas nada que necessite um título em matemática, física ou bioquímica. Agora, se o caso é a falta de interesse do mercado editorial ou dos leitores, deixo em aberto essa questão. Até porque continuamos vendo resquícios, como os mencionados no parágrafo anterior, assim como em nosso próprio solo, com autores como Roberto de Sousa Causo, que “milita” na causa desde os anos 1990, junto de Fábio Fernandes (Os Dias da Peste, 2009), Richard Diegues (Cyber Brasiliana, 2010), Carlos Orsi (Guerra Justa, 2010), Mario Kuperman (Labirinto Digital, 2005), Luis Bras (Paraíso Líquido, 2010), além da antologia Cyberpunk: Histórias de um Futuro Extraordinário publicada pela Tarja Editorial em 2010 e do Duplo Cyberpunk (2010), com os contos de Roberto de Sousa Causo e Bruce Sterling.

Por isso, não se rendam às fumacinhas encantadoras do Steampunk ou às maravilhosas histórias da fantasia: o cyberpunk foi nos anos 80/90 e o cyberpunk é agora! 🙂

 

Referências

ANDERS, Charlie Jane. Why do so many former cyberpunk authors now write dark fantasy? In: io9. Disponível em: <http://io9.com/5795217/why-do-so-many-former-cyberpunk-authors-now-write-dark-fantasy>

AMARAL, Adriana. Visões Perigosas: Uma Arque-Genealogia do Cyberpunk. Porto Alegre: Editora Sulina, 2006

COLLINS, Karen E. “The Future is Happening Already”: Industrial Music, Dystopia, and the Aesthetic of the Machine. Ph.D. Thesis. Liverpool: University of Liverpool, 2002

______. Dead Channel Surfing: the commonalities between cyberpunk literature and industrial music. Popular Music (2005) Volume 24/2. Cambridge University Press, pp. 165-178

FERNANDES, Fábio. A construção do imaginário cyber. William Gibson, criador da cibercultura. Editora Anhembi Morumbi, 2006

GIBSON, William. Count Zero. Tradução: Carlos Angelo. São Paulo: Editora Aleph, 2008

STERLING, Bruce; CAUSO, Roberto de Sousa. Duplo Cyberpunk: O Consertador de Bicicletas e Vale-Tudo. São Paulo: Devir livraria, 2010

Lidia Zuin é jornalista e mestranda em Comunicação e Semiótica. Autora de contos publicados pelas editoras Draco (Imaginários vl. 3, Meu Amor é um Anjo, Space Opera II) e Estronho (Steampink), pesquisadora em comunicação e cultura, entusiasta cyberpunk e autora dos blogs Fiercekrieg e Kunst ist Krieg.

 

 

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5 Respostas para Há espaço ainda para o cyberpunk? – por Lidia Zuin

  1. Sempre é bom receber mais artigos sobre FC abordada em profundidade, como é este o caso. Parabéns a Lidia Zuin pelo artigo. Mas discordo da autora sobre a responsabilidade do ciberpunk no “amolecimento” da FC. Quando os cyberpunks chegaram, a FC já estava bastante amolecida. Eles até a reendureceram um pouco.
    Bem antes do cyberpunk, é notória a militância da New Wave, formada por autores que optavam em trabalhar com ciências humanas em suas ficções, com inflexões psicológicas, históricas e filosóficas que irritaram muito os autores da geração anterior. Entre eles estava o maluco beleza Philip K. Dick, que antecipou em sua ficção muito do que os autores cyberpunks levaram mais adiante.
    Arrisco dizer que, sem a New Wave, não teria existido o cyberpunk.

  2. Lidia Zuin diz:

    Concordo, César. Acho que a questão do cyberpunk foi mais aquela idéia da atitude punk mesmo de “vamos quebrar com tudo”, mas não necessariamente foram inéditos ou pioneiros – como os próprios punks foram antecipados por outros movimentos juvenis que protestaram anteriormente. É que você sempre tenta vender o seu como se fosse o maior, o melhor e o mais inédito, né? 🙂 Vai ver foi isso hahaha

    • yoko diz:

      A nossa Wired ….né.. atual esta causando esta serie de “atolamentos “ repetitivos , e ideias conceituais plageadas com base nela propria , causando esta noção de falta de espaço e estagnação para o cyberpunk . pense The Time Machine de H.G. Wells usada em varias produções com muitas anlogias e conceitos de paradoxos errados . uma area de Ficção científica gigante mas pouco interpretada . Eis o Cyberpunk estagnado .

  3. Danilo diz:

    Belo artigo. O mundo mudou desde a década de 80, não dá pra exigir o mesmo público daquela época para a literatura ficcional do mundo atual. Pra quem entrou no mundo da literatura recentemente por causa da idade, deve ser até estranho ler sobre coisas que estão se concretizando, algo tido como normal. Atualmente a literatura de ficção que tem feito sucesso, esta muito voltada para o público infanto juvenil, jogos vorazes é um grande exemplo disso, são alguns subgêneros que perderam espaço no público, mas o movimento que eles criaram e a sua influência na cibercultura, dificilmente vá se apagar. As inovações sempre são lembradas, Gibson já imortalizou seu nome na literatura.

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