Prêmio Argos de Literatura Fantástica chega a sua 10ª edição

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Finalistas ganharão brindes e vencedores terão prêmio em dinheiro e troféu

Exatos 17 anos após sua fundação, o prêmio Argos vem se consolidando como uma dos mais importantes premiações da literatura fantástica no Brasil. Neste ano a cerimônia de entrega aos vencedores será do dia 16 de dezembro, na Universidade Veiga de Almeida, Campus Tijuca – Rua Ibituruna, 108, Rio de Janeiro, às 16h, durante o evento Tarde Fantástica da Universidade.

Desde 2012, quando o prêmio foi revitalizado, a premiação contava apenas com um belo troféu. Neste ano, porém, os vencedores ganharão também um prêmio em dinheiro no valor de R$ 500 (quinhentos reais) para cada categoria. Além disso, haverá brindes para todos os finalistas. “Neste ano houve um número recorde de votação, quase o dobro do que costumavam ser as primeiras votações. Trata-se de uma prova de que o prêmio vem evoluindo ao longo dos anos e ganhando cada vez mais relevância em âmbito nacional”, explica Claudia Dugim, Vice-presidente do CLFC.

O prêmio é dividido em três categorias: Romance (história longa), Conto (história curta) e Coletânea (ou antologia de contos). Qualquer história de ficção científica, fantasia ou terror publicada originalmente em língua portuguesa, em meio impresso ou digital, durante o ano de 2016 pode receber votos. A votação ocorreu durante o mês de novembro, feita pelos sócios do Clube de Leitores de Ficção Científica do Brasil. De acordo com o presidente da entidade, o jornalista e escritor Clinton Davisson, embora não os sócios não paguem taxas, o controle de admissão é cuidadoso. “O sócio precisa dar nome, endereço e telefone. Além disso, precisa se comprometer a ajudar nas ações do Clube”, informa o presidente.
O nome do prêmio foi uma homenagem à Coleção Argonauta, uma série de livros de bolso de ficção científica publicada pela Editora Livros do Brasil, pioneira na divulgação do gênero em língua portuguesa.

Homenagem póstuma

Além das três categorias principais, o CLFC também faz anualmente uma homenagem a uma personalidade que se destaca da ficção científica ou literatura fantástica brasileira. Neste ano, porém, será a primeira homenagem póstuma para o editor Douglas Quintas Reis, fundador da Editora Devir.
Fundada há 30 anos, em São Paulo, a Devir marcou época ao editar quadrinhos e divulgar a cultura do RPG no Brasil dos anos 1990. A empresa também edita e distribui material em Portugal, Espanha e outros países da América Latina. “Não é comum fazermos homenagens póstumas. Será a primeira vez que fazemos isso, mas o fato é que o Douglas Quintas Reis seria realmente o homenageado de 2017. Isso já estava decidido desde o ano passado e, infelizmente, ele veio a falecer em outubro deste ano”, explica Clinton.

Segundo o presidente da comissão, Luiz Felipe Vasques, a grande inovação neste ano é a aproximação do prêmio com o meio acadêmico. Pela primeira vez, o prêmio será entregue em uma universidade. “Quero agradecer à direção da Universidade Veiga de Almeida por esta parceria, que acredito será duradoura. Acho que a ficção científica e o CLFC têm que se aproximar mais do mundo acadêmico”, afirma.
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