Resenha: Farei meu destino, de Miguel Carqueija, GIZ Editorial (2008)

Farei meu Destino

por Osame Kinouchi

A biblioteca do CLFC, atualmente sediada no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria da FFCLRP-USP, adotou recentemente uma política para doações para seu acervo. Se um autor enviar dois exemplares de algum de seus títulos, um ficará no acervo e o outro será vendido em prol da tesouraria do CLFC. Ao fazer isso, o Prof. Dr. Osame Kinouchi, mantenedor da biblioteca, se compromete a avaliar com cuidado a obra e escrever uma resenha, a ser colocada no site oficial do CLFC. Outros resenhadores do CLFC também podem ajudar nesse compromisso. Miguel Carqueija foi o primeiro autor a fazer essa doação para o CLFC.

Miguel Carqueija não necessita de apresentação, por ser autor prolífico e membro atuante do CLFC desde a década de 80. Uma das vertentes de sua obra é a literatura infanto-juvenil de fantasia e ficção-científica. Esse aspecto o distingue da grande maioria de autores do fandom, que preferem escrever para adultos ou pelo menos young adults. Essa escolha tem um grande mérito, pois contribui para a formação de novas gerações de leitores, e ao mesmo tempo cria uma enorme dificuldade: escrever para adultos é fácil, escrever para juvenis não é.

Na minha vida profissional estou acostumado a escrever pareceres sobre textos (artigos científicos) que ainda não foram publicados. Tais pareceres visam justamente ajudar os autores a melhorar seu texto e a articulação das ideias. Baseado nos pareceres, os autores reescrevem e melhoram seus escritos antes da publicação. Resenhas são diferentes. Elas operam sobre o produto final, acabado e publicado. Já não podem ajudar o autor a melhorar seu texto (a menos que pensássemos na possibilidade de se criar novas versões do mesmo E-book a partir das resenhas críticas). Sinceramente, para o livro Farei me destino de Miguel Carqueija, eu gostaria de escrever um parecer e não uma resenha, mas isso não é possível.

De novo quero parabenizar e incentivar Carqueija nesta escolha pela literatura juvenil e desafio outros autores a escrever para este público, pois perceberão que tal escrita é muito mais difícil do que parece. Isso decorre basicamente do seguinte: se os personagens são juvenis (13 a 15 anos como acontece no livro de Carqueija), os pensamentos e o vocabulário dos mesmos tem que refletir essa idade. Ou seja, um autor maduro tem que se colocar na posição de um adolescente, pensar como um adolescente, falar como um adolescente (dos dias atuais!). Se muitos autores homens tem dificuldade em retratar uma personagem feminina adulta (pelo simples fato de que mulheres e homens pensam diferente, sim), quão maior é a dificuldade de construir uma personagem na forma de uma menina de 13 anos (Diana) e suas amigas de mesma idade.

Infelizmente é isso o que acontece. Basicamente, cada capítulo é iniciado com um parágrafo sobre os pensamentos recentes dos personagens, em particular Diana. São abundantes também os diálogos entre as personagens adolescentes. Ora, o que acontece é que tais pensamentos e diálogos estão repletos de um vocabulário muito rico (e mesmo antiquado) que não é crível ser dominado por juvenis. De novo afirmo que escrever os pensamentos de adolescentes, na linguagem deles, é uma tarefa muito árdua para um adulto maduro e é compreensível os deslizes de Carqueija. Fico imaginando se o autor, como exercício de escrita, pudesse reescrever a mesma história com um outro linguajar. Uma nova edição do livro, seria possível? Tal coisa seria inédita em nosso meio, mas poderia ser muito interessante, especialmente com a facilidade de se criar novas versões em E-book.

Apenas para exemplificar o que estou dizendo, encontrei palavras na boca das adolescentes que eu mesmo tive que consultar um dicionário para entender o sentido exato. Entre as expressões que aparecem nos pensamentos de Diana estão: tripudiava, ciosamente, vil, integridade física, sismo, inusitado, pereceram, éter, intrigado, descendente, pundonor, óbices, audácia, astúcia, espevitada, irascível, tutela, dotes, algozes, gula, fatal, espicaçava, ressonavam, cogitaram, indizível, agastada, alamedas, impante, defrontar, acicatava-me, encalço, sublime.

Estas expressões foram retiradas apenas das passagens iniciais dos capítulos que refletem os pensamentos de Diana. O resto do texto está repleto de vocabulário similar. Acho que não preciso enfatizar meu ponto mas, como pai de quatro adolescentes, posso afirmar que essa faixa etária não fala e não pensa assim. Pobre de nós, escritores maduros, caso queiramos imitar sua fala.

Espero que Carqueija entenda como eu quero que esta resenha seja construtiva. Não estou “tripudiando” sobre seu esforço literário, muito pelo contrário: eu o acho válido e mesmo pioneiro. Mas, agora como parecerista, eu realmente recomendaria que, em seus próximos trabalhos para juvenis, desse redobrada atenção para essa questão da adequação do vocabulário às jovens personagens. Se isso não for feito, as histórias, por melhores que sejam os enredos, causarão estranheza ao leitor (especialmente ao jovem leitor).

A história segue num estilo mangá (acho que Carqueija reconhece a influência de Sailor Moon nesta obra) e está repleta de ação como gostariam os juvenis. Entretanto, outro ponto me causou estranheza (mas isso não é necessariamente uma falha do autor). Embora feito para o público infanto-juvenil, a história contém cenas apropriadas para um mangá para maiores de dezoito anos: estupro, tortura, assassinato, violência e morte ocorrem ao longo de todo o texto. Essa atitude não politicamente correta destoa de Sailor Moon, pelo que entendo. Nada que não ocorra em Harry Potter, imagino. Mas é como se o livro fosse a versão GTA dos mangás femininos.

Espero que Miguel entenda a boa vontade com que li seu livro e escrevo essa resenha (não, não estou me vingando de uma resenha destrutiva de um conto meu que ele publicou no Recanto das Letras tempos atrás, juro!). Que venham novos textos para o público juvenil, especialmente de ficção científica! Espero que meus comentários possam ajudar nesta questão do vocabulário dos personagens. Dada a imaginação fértil de Carqueija, tenho certeza que nos aguardam ótimas histórias com ótimos personagens. Tenho certeza.

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RESENHA – DEZOITO DE ESCORPIÃO

Resenha do livro vencedor do Argos 2015 por Cristina Lasaitis

capaTalvez não soe estranha aos seus ouvidos (ou aos seus olhos leitores) a afirmativa de que o Brasil não produz boas obras e bons escritores de ficção científica e fantasia. Desde que passei a me interessar por literatura tenho escutado esse lugar-comum ser reproduzido mecanicamente, em partes por um histórico que nos dá a impressão de uma verdadeira escassez de obras nacionais, em partes por comparações (talvez injustas?) com a indústria de FC & F de língua inglesa, mas certamente por desconhecimento do trabalho dos autores brasileiros contemporâneos, somado a um crônico ceticismo acerca da nossa capacidade literária.
Por isso, o único conselho possível é LEIA. Leia autores nacionais de ficção científica e fantasia! E verá que temos, sim, algo de que nos orgulhar.
E dentre os melhores argumentos que posso oferecer está o “Dezoito do Escorpião”, o romance de ficção científica do Alexey Dodsworth.
Para tentar dar um gostinho do livro sem cometer muitos spoilers… O título “Dezoito do Escorpião” vem de uma estrela na constelação de Escorpião – uma estrela que, no mundo real, foi identificada como uma gêmea do sol; e, assim como ele, é capaz de ter planetas em zona habitável.
Ao longo do livro acompanhamos a trajetória de Arthur, um jovem estudante brasileiro às voltas com um problema de saúde um tanto bizarro: sua hipersensibilidade eletromagnética (ou HEM), que faz com que ele tenha enxaquecas terríveis ao menor contato com ondas eletromagnéticas (o que no mundo civilizado atual significa: a quase todo momento e em quase todo lugar!). Um dia, após sofrer uma crise severa, vem a Arthur a figura muito enigmática do doutor Ravi Chandrasekhar, propondo-lhe a experiência radical de viver em uma comunidade distante, na floresta, à semelhança de um experimento social inovador, com a condição de que Arthur concorde em ir para lá sem saber sua localização e sem nunca poder sair à noite… e ver as estrelas.
Ainda sem cometer muitos spoilers, devo dizer que Arthur aceita a oferta, e isso dá início a uma jornada na qual ele se verá na companhia de outras pessoas notáveis, outros portadores da misteriosa HEM, como Laura, Martin e muitos outros – inclusive alguns personagens “reais”, transportados para essas páginas com o expediente da nossa realidade tantas vezes concorrer com a ficção. Por trás de um projeto de dimensões, digamos, galácticas, está a Areté, uma organização pós-humana de conhecimentos avançados liderada pelo próprio Ravi Chandrasekhar, e seus objetivos que elevam a humanidade para um patamar muito próximo do entendimento da verdade cósmica e daquilo que se poderia chamar de “Deus”.
“Dezoito do Escorpião” é um romance brasileiro de uma engenhosidade fascinante, com um cenário multicultural e internacional; uma ficção científica que bebe fartamente nas mais diversas áreas das ciências naturais e humanas, explora com rigor uma quantidade enorme de fatos reais curiosos e encontra referências até nas páginas dos noticiários policiais. Possui aquele elemento que os apreciadores de FC & F tanto amam, o sense of wonder. E o que é talvez mais difícil de encontrar nas nossas letras: tem a perspicácia de redigir sua jornada rumo a outros mundos conseguindo, ao mesmo tempo, projetar um olhar extremamente lúcido sobre o “estado de coisas” do nosso país inserido no atual mundo globalizado. E tudo isso, claro, sem deixar de mencionar as qualidades de ótimo escritor que o Alexey possui.
“Dezoito do Escorpião” é leitura obrigatória para qualquer fã de ficção científica. Aliás, é aquele livro que eu daria mesmo para quem não gosta particularmente de FC & F, mas faz questão de viajar nas páginas de uma boa história.

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Devoradores de Mortos

Livro mostra a rotina dos vikings pelo ponto de vista de um árabe

Por Clinton Davisson

No século X, quando os árabes eram o povo mais evoluído do planeta, o diplomata Ibn Fadlan levava uma vida boa até se meter com a mulher de um xeique rico que era amigo do califa. Como castigo, ele é mandado em uma missão pelo mundo bárbaro: fazer contato com o rei dos búlgaros. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e em uma bela manhã de sol, Ibn vai parar em um confronto entre vikings e uma misteriosa tribo do que parecem ser os últimos neandertais na Terra.
Tudo isso seria uma boa sinopse para uma história comum, mas estamos falando de um relato real ocorrido em 922 DC. Ao menos é o que tenta nos fazer acreditar o livro. O documento foi guardado e traduzido durante quase mil anos até que em 1976, o escritor Michael Crichton (falecido em novembro de 2008, vítima de câncer), um dos gênios mais oportunistas da cultura pop recente, teve a idéia de juntar os relatos com a história de Bewolf e transforma-los em uma história cheia de ação e aventura. O resultado é um livro curto, detalhado e envolvente, com relatos incríveis sobre a cultura, o modo de vida, organização e até hábitos de higiene dos famosos guerreiros louros das regiões geladas da Europa.

Verdade ou mentira?

Ahmad ibn Fadlān ibn al-Abbās ibn Rašīd ibn Hammād realmente existiu e realmente visitou a Europa no século X. O encontro com o povo Rus (daí vem o nome Rússia) também é verídico. Mas quando o livro e o filme entram na história de Bewulf, vira ficção. Mas tudo em nome do entretenimento e boa parte da divertida narrativa é realmente baseada nos relatos de Fadlan. A cerimônia de funeral vinking é um bom exemplo. Além da famosa fogueira sob a água mostrada em diversos filmes e livros, há detalhes interessantes como escravas que se oferecem para morrer ao lado do corpo do guerreiro.
Os hábitos higiênicos (ou a ausência deles) merecem uma atenção especial do narrador. Acostumado aos banhos regulares e a veneração exagerada às mulheres típica da cultura muçulmana, Ibn inicialmente se surpreende e se revolta com o hábito das mulheres de mostrar seus rostos publicamente, mas depois acaba aderindo aos costumes locais ao desfrutar sexualmente das escravas. Como também os nórdicos não se lavavam mesmo depois de ir ao banheiro, o árabe confessa que teve que prender a respiração para transar com a escrava e suportar o mau cheiro.
Mas Devoradores de Mortos não é apenas um relato documental, o livro também conta com bons personagens como Buliwyf, o chefe dos guerreiros que mostra curiosidade em relação a figura e aos conhecimentos do estrangeiro que sabe “desenhar sons” ou seja, ler e escrever. A trama traz mistérios a serem desvendados: um estranho grupo de monstros, os devoradores de mortos do título, aterroriza um povoado. Eles moradevoradoresm no topo de um vulcão e nunca ninguém os viu de perto.
Para complicar a situação, Wigliff, o próprio filho do rei da tribo se torna uma ameaça, pois o temor em relação a Buliwyf tomar o trono para si é grande. O plano de Buliwyf para intimidar o príncipe é tão genial quanto absurdo: provocar uma briga entre o mais forte e jovem guerreiro local e o experiente Hyglak. O resultado do combate é surpreendente.

O filme

Embalado pelo sucesso de A Máscara do Zorro, o espanhol Antônio Banderas protagonizou em 1999 o filme O 13º Guerreiro, uma adaptação bem fiel ao livro de Crichton. Nem a crítica, nem o público se empolgaram dando um banho de água fria nas carreiras tanto do ator quanto o diretor John McTiernan que estava já em decadência. Ainda assim é uma produção cultuada nos dias de hoje e a renda de quase U$$ 90 milhões não é considerada um fracasso total.
O fato é que, para quem leu o livro “Devoradores de Mortos”, assistir ao “13º Guerreiro” é algo praticamente obrigatório. A recíproca também é verdadeira: se você gostou do filme e gosta de uma boa leitura, vá correndo comprar o livro.

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Obituário de Raul Avellar

Presidente Clinton Davisson, Raul Avelar, Alberto Oliveira e Ana Cristina Rodrigues na última reunião do CLFC

Presidente Clinton Davisson, Raul Avelar, Alberto Oliveira e Ana Cristina Rodrigues na última reunião do CLFC

Por Miguel Carqueija

Falecido em 9 de maio de 2015, aos 78 anos, Raul Lima de Avellar e Almeida, que residia em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi um dos fundadores do Clube de Leitores de Ficção Científica (CLFC) em 1985. O fundador original do CLFC, Roberto Nascimento, ainda vive em São Paulo, mas de há muito afastado das atividades por mtivos de saúde.
Eu vim a conhecer o Raul em 1987, quando de meu próprio ingresso no CLFC, e com o tempo tornou-se um dos meus melhores amigos. Creio que tínhamos muita afinidade e nossas conversas eram bastante animadas, quando havia oportunidade. Raul era ótimo para falar sobre futebol e suas reminiscências pessoais. Nunca esquecerei de quando ele me contou de sua experiência pessoal em 1950, quando do trágico jogo final do Brasil na Copa do Mundo, com o Uruguai, em pleno Maracanã. Ele era adolescente e foi assistir a partida, acompanhando o tio. Segundo o Raul, “não se cogitava que o Brasil perdesse”. O clima de euforia era totalmente exagerado, pois a vitória era considerada como certa. A imprudência tomou conta do país e atingiu os jogadores, que naquele dia não almoçaram, forçados que foram a assistir discursos de políticos, ou seja patriotadas onde já eram saudados como os novos campeões do mundo. Eu cheguei a escutar um pequeno trecho num programa de tv, onde um desses políticos afirmava aos jogadores que, dentro de poucas horas, eles teriam conquistado a Copa.
À saída do Maracanã, um silêncio assustador, Ruas que se esvaziavam, enquanto eles caminhavam, o Rio de Janeiro parecia uma cidade fantasma. Eis o resultado de toda aquela empáfia.
Isso ele me contou antes da Copa de 2014. E o fenômeno se repetiu de outra maneira. Não foi tão ruim como se chegássemos à final; mas o resultado foi muito mais humilhante. O clima de “já ganhou” porque jogávamos em casa se repetiu, estupidamente. Houve locutor de tv que afirmou que, com certeza, nós ganharíamos o campeonato mundial. No entanto está visto que, dessa vez, nem futebol tínhamos para derrotar as grandes equipes européias.
Raul não era escritor de ficção científica e nem crítico, mas leitor, fã e colecionador. Foi um dos poucos que conseguiram, no Brasil, reunir a lendária Coleção Argonauta, portuguesa, inteira em seus 560 números. Uma coleção que é a maior da língua portuguesa, e que aqui aparece mas fotos tiradas pela Melanie, destacando-se dos outros livros na estante, onde podem ser vistos, por exemplo, alguns da famosa coleção brasileira de bolso, a Futurãmica, das décadas de 50/60.
Célia, esposa de Raul, contoiu-nos detalhes de sua vida. Em criança, ainda na década de 40, Raul conheceu os Estados Unidos e a França, acompanhando o pai que foi adido militar. Depois, entre 1949 e 1955, estudou no Colégio Militar no Rio de Janeiro – dentro desse período ocorreu o famoso caso da final da Copa.
Entre 1957 e 1962 Raul estudou na Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ) e entrou para o Banco do Brasil em 1958. Casando-se com D. Célia em 1959 – portanto 56 anos de matrimônio, o que é raro – na década de 1960 nosso amigo passou a se interessar pela ficção científica, e levou aproximadamente 40 anos para completar a Coleção Argonauta.
No início de 2014 Raul Avelar despediu-se das reuniões do CLFC, por não ter mais condições físicas para acompanhá-las.
Quem o conheceu sabe que era uma pessoa afável, culta, de excelente nível e conversação agradável. E não o esquecerá facilmente.

Rio de Janeiro, 18 de junho de 2015.

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O CLFC ANUNCIA FINALISTAS DO PRÊMIO ARGOS 2015

O escritor Clinton Davisson atual Presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica, anunciou em 10 de novembro os finalistas do Prêmio Argos de Literatura Fantástica 2015, nas categorias Melhor Romance (com um número recorde de finalistas), Melhor Conto ou História Curta, e Melhor Coletânea ou Antologia. O prêmio, votado pelos associados ao CLFC, será entregue em 29 de novembro, domingo, às 12h30, no Planetário da Gávea, Rio de Janeiro, durante a JediCon Rio. Segundo Clinton, o objetivo do Argos é incentivar a leitura e a escrita de literatura de fantasia em língua portuguesa. O prêmio é dividido em três categorias: romance, conto e antologia. Além disso, será dado um prêmio especial para o escritor e jornalista Jorge Calife pelo conjunto da obra. Qualquer publicação de ficção cientifica, fantasia ou terror publicado em meio impresso ou digital pode concorrer desde que tenha sido lançada inicialmente em língua portuguesa.

Prêmio pelo Conjunto da Obra:
Jorge Luiz Calife

Melhor Romance

A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (Fantasy-Casa da Palavra)
As Máscaras do Pavor, de Francisco Luchetti (Editora Devaneio)
As Mil Mortes de César, de Max Mallmann (Editora Rocco)
Dezoito do Escorpião, de Alexey Dowdsworth Magnavita (Editora Novo Século)
Padrão 20: A Ameaça do Espaço-Tempo, de Simone Sauressig (Editora Besouro Box)
Rani e o Sino da Divisão, de Jim Anotsu (Editora Gutenberg)
Tempos de Sangue: Guerras Eternas, de Eduardo Kasse (Editora Draco)
A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler (Giz Editorial)

Melhor Conto ou História Curta

“Clitoridectomia”, de Carlos Orsi (ebook, Editora Draco )
“Estranhas no Paraíso”, de Jorge Luiz Calife (publicação online, fanzine Somnium)
“Finalidades e Destinos de Acervos Ocultos”, de Ricardo França (publicação online, fanzine Somnium)
“Meus Pais, os Pterodáctilos”, de Cirilo S. Lemos (antologia Vaporpunk II, Editora Draco)
“Notícias de Marte”, de Sid Castro (antologia Vaporpunk II, Editora Draco)
“O Alferes de Ferro”, de Fábio Fernandes (antologia Vaporpunk II, Editora Draco)
“O Céu de Lilly”, de Fábio M. Barreto (autopublicação ebook, Amazon)
Melhor Coletânea ou Antologia
Boys Love: Histórias de Amor sem Preconceito, Tanko Chan, ed. (Editora Draco)
Futebol: Histórias Fantásticas de Glórias, Paixão e Vitórias, Marco Rigobelli, ed. (Editora Draco)
Pequena Coleção de Grandes Horrores, de Luiz Bras (Editora Circuito)
Vaporpunk: Novos Documentos de uma Pitoresca Era Steampunk, Fábio Fernandes & Romeu Martins Martins, eds. (Editora Draco)

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Somnium 111, em homenagem a André Carneiro, disponível agora nos formatos pdf, epub e mobi

CapaSomnium111

Está no ar, agora também nos formatos epub e mobi, a edição 111 do fanzine Somnium, exclusivamente dedicada a um grande mestre não apenas da literatura de ficção científica, mas também de várias outras modalidades artísticas: André Carneiro.

Uma homenagem mais do que merecida e que conta com a participação de vários colaboradores. Nela vocês encontrarão a extensa e valiosa lista de publicações de André, resenhas de algumas de suas obras, textos de opinião e artigos diversos, além de entrevista e textos do próprio autor homenageado (inclusive uma noveleta inédita).

São 140 páginas (no formato pdf), cada uma delas feitas com carinho, gratidão, respeito e admiração por seu trabalho.

Vamos conferir?

Clique aqui para fazer o download do Somnium 111 em formato PDF.

Clique aqui para fazer o download do Somnium 111 em formato MOBI.

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Boa leitura!

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Somnium em homenagem a André Carneiro no ar!

CapaSomnium111

Está no ar a edição 111 do fanzine Somnium, exclusivamente dedicada a um grande mestre não apenas da literatura de ficção científica, mas também de várias outras modalidades artísticas: André Carneiro.

Uma homenagem mais do que merecida e que conta com a participação de vários colaboradores. Nela vocês encontrarão a extensa e valiosa lista de publicações de André, resenhas de algumas de suas obras, textos de opinião e artigos diversos, além de entrevista e textos do próprio autor homenageado (inclusive uma noveleta inédita).

São quase 150 páginas, cada uma delas feitas com carinho, gratidão, respeito e admiração por seu trabalho.

Vamos conferir?

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SOMNIUM 110 no ar, agora também em PDF!

Capa110

Ainda não leu esta nova edição do nosso fanzine? Estava esperando pela tradicional e caprichada versão em pdf? Bem, chegou o momento de iniciar a leitura então! Vale lembrar que a versão em pdf apresenta visual peculiar, com diagramação especial e várias imagens não comportadas pelas versões em epub e mobi.

Àqueles que já haviam baixado as versões em epub e/ou mobi, solicitamos que façam o download novamente, pois, por um lamentável equívoco do editor deste fanzine (este que vos escreve), nem todos os textos desta edição haviam sido incluídos. Agora está tudo okay, em todas as versões, com todos os links para download discriminados abaixo.

Nesta edição, apresentamos contos de Fred Oliveira (Do Mar), Octávio Aragão (Insone), João Solimeo (A Máquina dos Sonhos), Jorge Luiz Calife (Estranhas no Paraíso), Renato A. Azevedo (A Lista: A Última Supernova), Amanda Reznor (Dio, come ti ho amato!), Marcelo Bighetti (10 Opções) e Roberta Spindler (Nas Sombras da Loucura). Mas há muito mais, como diversos textos em homenagem ao Bom Doutor, além de pareceres sobre obras de outros autores, nacionais e estrangeiros. São 98 páginas (no formato pdf) de entretenimento para os fãs da literatura fantástica, em especial os admiradores de ficção científica.

A diagramação, como de costume, ficou a cargo de Marcelo Bighetti, responsável também pela capa – uma homenagem ao conto “O Garotinho Feio” (The Ugly Little Boy), do autor homenageado Isaac Asimov.

Vamos conferir?

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A edição nº 109 do fanzine Somnium está no ar!

Capa109

A ilustração da capa (intitulada “City Angels”) é uma criação do artista Frank Hong. O layout da capa e a diagramação do Somnium foram produzidos pelo escritor e designer Marcelo Bighetti.

A Somnium 109 traz oito contos de autores nacionais, além da chamada para o Prêmio Argos 2014 e diversos textos em homenagem à escritora Ursula Le Guin, que celebrará 85 anos de idade no dia 21 de outubro.

Le Guin é homenageada pelos seguintes textos (e respectivos autores):
• Mulheres sabem escrever: como Ursula Le Guin transformou o papel feminino na literatura de gênero (Cláudia Fusco);
• Le Guin – Dados Biográficos (João Campos);
• Verdade é uma questão de imaginação: devir, rizoma e A mão esquerda da escuridão (Luana Barossi);
• Os Despossuídos, um dos clássicos da FC (Dario Andrade);
• Resenha: Floresta é o Nome do Mundo (Prof. Dr. Edgar Indalecio Smaniotto);
• Do Outro Lado do Sonho, uma crítica (Marcello Simão Branco);
• Reflexão sobre o conto “The Ones Who Walk Away From Omelas” (Luís Filipe Silva);
• Resenha: Expulsos da Terra (Ricardo Guilherme dos Santos).

Quantos aos contos, nesta edição apresentamos trabalhos de Ademir Pascale (A Esfera), Alexandre Santos Lobão (Asas), B. B. Jenitez (Projeto Mulah de Tróia XDII), Cláudio Villa (A Captura da Capitã Escarlate), Frodo Oliveira (Reprodutores), Lúcio Manfredi (A Chave do Conhecimento), Ricardo França (Finalidades e Destinos de Acervos Ocultos) e Tibor Moricz (Variável da Imponderabilidade). Cada um dos contos recebeu uma apresentação específica no Editorial.

Clique aqui para fazer o download do Somnium 109 em formato PDF.

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Agradecemos a todos os colaboradores (brasileiros e portugueses) pelos valiosos textos e por tornar possível mais esta edição, feita sempre com muito carinho para os fãs de literatura fantástica e, em especial, aos apreciadores da ficção científica.

Esperamos que curtam, comentem e compartilhem!

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